Salário ou benefícios – qual o factor decisivo no momento da decisão

Assistimos a uma alteração de mentalidade e paradigma na sociedade. O sector empresarial não é imune a essa tendência. O salário já não é o principal factor de mudança.

Com a integração das novas gerações no mercado de trabalho, o impacto e relevância do salário desvanece-se. Este aparece como o segundo factor de decisão na hora de mudar de trabalho.

Dados recolhidos pela Michael Page indicam que mais de metade dos portugueses procura um novo trabalho estimulado pelo desenvolvimento de novas competências profissionais. A motivação de aumento salarial aparece em segundo lugar. 

As novas gerações valorizam cada vez mais o equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal. Daqui resultam maiores índices de produtividade, eficácia e eficiência.

É importante que as empresas tenham cada vez mais presente este tipo de motivações, empenhando-se na procura das melhores condições de trabalho.

Este será um elemento decisivo na hora de ponderar um novo desafio profissional. Por outro lado, representa um factor importantíssimo na gestão das nossas empresas e na retenção de talentos.

O dinheiro não é tudo, principalmente com as novas gerações a entrar no mercado de trabalho, que não compram casa, que optam por se deslocar de bicicleta, que valorizam viajar e procuram um estilo de vida mais sustentável.

Medidas de valorização do esforço dos colaboradores têm um impacto decisivo na performance e produtividade.

Exemplos como o seguro de saúde, incentivos por resultados, horários flexíveis, ou benefícios no dia-a-dia de escritório (fruta fresca, café ou dresscode mais leve) podem fazer a diferença.

Estes programas devem ter em conta as reais necessidades dos colaboradores e devem, inclusive, ser personalizados, centrados nas pessoas.

É inegável que um júnior de uma determinada função terá motivações diferentes das de um sénior nessa mesma função.

Esta liberdade de escolha dos benefícios é um incentivo em si mesmo.

A adaptabilidade e flexibilidade das empresas em prol da qualidade de vida e felicidade dos colaboradores resulta directamente na sua motivação, logo, na melhoria da sua performance e retenção.

De salientar que estas acções acabam por atrair talento de qualidade superior, o que também impacta directamente a produtividade.

O factor humano nas organizações

factor humano continua a ser o mais importante, ou talvez, tenha voltado a ser o mais importante. Todas as revoluções tecnológicas e industriais só mostram como o contacto e o relacionamento humano nos motiva.

Ter o reconhecimento directo das chefias com elogios ou pequenos gestos diários de encorajamento ainda é o maior motivador em contexto laboral.

Qualquer estratégia de Gestão de Recursos Humanos tem desafios e as estratégias people-centered (centradas nas pessoas) devem resultar de uma cultura organizacional orientada para este sentido. Caso contrário, o resultado pode não ser o planeado em termos de motivação e performance.

Arriscamos a dizer que a genuinidade do factor humano tem um papel determinante na Gestão dos Recursos Humanos e no sucesso das empresas.

Consulte também: http://www.connecta.cc/como-dar-visibilidade-as-organizacoes/

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