“People don´t resist change. They resist being changed”

Vivemos mudanças constantes, impostas a uma velocidade vertiginosa. O modelo de gestão organizacional tem de ser capaz de acompanhar.

As organizações, que já se encontravam em mudança têm agora mais presente o desafio da gestão de recursos humanos.

Mudanças transversais que obrigam a repensar os modelos organizacionais. A gestão deve ser minuciosa, nomeadamente ao nível da gestão de pessoas. As organizações têm de se readaptar, reinventar e inovar.

Os “trabalhos de uma vida” já não existem e os perfis são cada vez mais distintos. A capacidade de adaptação deve ser constante, assim como a adopção de estratégias diferenciadas no que toca à motivação.

One size fits all – o modelo de gestão

O típico modelo de gestão de “one size fits all” colapsou. A abordagem, única e uniformizada, sobre o activo humano das organizações já não se aplica. As motivações de cada um diferem entre si e a estratégia tem, obrigatoriamente, de ser personalizada e disruptiva.

Diferentes motivações exigem diferentes formas de gestão. No contexto profissional, no qual coabitam diferentes gerações, é cada vez mais desafiante encontrar novas formas de motivar equipas. O universo é díspar e ainda que trabalhem para um objectivo comum, o desafio é permanente e, talvez, a chave do sucesso.

As carreiras de décadas são, cada vez mais, raras. As necessidades vão-se alterando ao longo do percurso individual, tornando-se cada vez mais desafiante conseguir encontrar um equilíbrio e um ambiente saudável/motivador para todos os colaboradores.

As experiências e boas práticas devem ser customizadas em função das necessidades e particularidades de cada organização e de cada elemento.

A entidade empregadora deverá ter em consideração a sua massa crítica humana, identificando diferentes formas de a incentivar, respondendo positivamente às suas expectativas.

Coexistência de gerações – o grande desafio

A confluência de gerações é enorme. Da geração baby boomer à pós-millenial decorreram apenas 50 anos mas as mudanças de perspectiva e formas de estar são completamente diferentes.

Em apenas meio século, a geração X (1965-1981) conviveu com outras três bem diferentes: a geração “baby boomer” (1945-1964), a geração Y (1982-1994) e a geração Z (1995-2010).

Inevitavelmente, surge um desafio acrescido para as organizações podendo coexistir várias gerações no mesmo ambiente profissional. Certamente um colaborador nascido na década de 60/70 não terá as mesmas motivações, desígnios e objectivos que os nascidos pós 2010 e que já se encontram no mercado de trabalho.

O desafio constante 

Desperta uma outra dimensão. Mais do que trabalhar para uma experiência positiva, ao nível do cliente, as organizações devem procurar proporcionar experiências positivas aos seus colaboradores.

Estes são, cada vez mais, os verdadeiros embaixadores das empresas, os mais bem posicionados para elevar a marca a outro nível de credibilidade e eficiência no mercado onde se inserem.

Este será, com certeza, um factor determinante no momento de retenção dos colaboradores nas organizações, trilhando o caminho do sucesso.

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